Hemoptise

Classificação da hemoptise

A hemoptise é classificada como pequena (não maciça) num volume abaixo de 100 ml e maciça (volumosa), com perda de sangue que pode chegar a 600 ml.ou mais. 

No inicio do século passado, a hemoptise era patognomônica de tuberculose pulmonar avançada. Hoje, nos países desenvolvidos, o câncer de pulmão, as doenças inflamatórias crônicas pulmonares e as infecciosas são suas causas mais frequentes, em parte pelo efetivo controle da tuberculose pulmonar.

A presença de sangue no escarro (hemóptico) ou escarrar sangue faz com que o doente procure assistência médica imediata. A hemoptise pode ser um sintoma de “sorte” para o diagnóstico precoce de um câncer de pulmão.

Num sangramento maciço o paciente deve ser imediatamente admitido em UTI. O perigo recai na obstrução da árvore traqueobrônquica, asfixiando o paciente com o seu próprio sangue. Nesse cenário, antes do tratamento definitivo, o risco de morte permanece, mesmo após a cessação do episódio de hemorragia, porque a recidiva da hemoptise é imprevisível. A hemoptise maciça é uma emergência médica com riscos oscilando de a 30-50% de mortalidade relatada nos últimos 20 anos.

O sangue que inunda a árvore brônquica pode se originar da rede vascular espalhada dentro do tecido pulmonar (sistema arterial brônquico) ou do sistema arterial pulmonar. 

Em crianças, a associação entre a aspiração de corpo estranho e hemoptise é muito comum. Em adultos, o câncer de pulmão, a bronquite, as bronquiectasias, a tuberculose, as cavidades sequelares da tuberculose colonizadas por fungos e a pneumonia são as causas mais comuns.

Diagnóstico de Hemoptise

A rotina do diagnóstico etiológico da hemoptise passa por vários setores, como raio-x do tórax, tomografia computadorizada do tórax com contraste, a ressonância magnética e a broncofibroscopia.

Finalizando, a hemoptise é uma emergência médica associada a 30-50% de taxa de mortalidade. Uma abordagem multiprofissional, associando-se cuidados de médicos intensivistas, pneumologistas, endoscopistas, cirurgiões de tórax e radiologistas, resultará em menores taxas de mortalidade no manejo dos doentes com hemoptise maciça.