Correção Cirúrgica da Deformidade Torácica

O Pectus excavatum é a mais comum das deformidades da parede torácica. Inúmeras técnicas cirúrgicas foram propostas para a correção dos diversos graus dessa patologia.

Veja também: Deformidades Congênitas da Parede Torácica

Pectus Excavatum

Indicações do tratamento cirúrgico

  • O tratamento cirúrgico esta indicado para os pacientes que apresentem às seguintes características:
  • Índice tomográfico (Haller et al. 1987) maior igual de 3,2
  • Comprometimento na prova de função pulmonar, menor igual 80% do valor predito
  • Intolerância para exercer atividades/exercícios físicos
  • Alteração eletrocardiográfica, ecocardiográfica, compressão, prolapso, etc.
  • Alterações psicológicas
  • Alteração da qualidade de vida

Considerações Gerais:

O momento ideal para se indicar a correção cirúrgica é discutido, embora a maioria dos autores concor de que esta não deva ser feita em pacientes com menos de 5 anos, pois isso poderia provocar anomalias no crescimento do arcabouço torácico.
 
Atualmente,é quase um consenso difundido pelos diferentes Serviços que fazem este tipo de cirurgia, que é mais prudente indicar o tratamento cirúrgico durante a puberdade, acima dos 11 ou 12 anos, quando então ocorre o maior desenvolvimento físico e começa mas e estabelecer as principais alterações psicológicas.
 
Nos pacientes que serão submetidos ao tratamento com a barra de Nuss, que deve permanecer no local por um período não menor do que 3 anos, tem se demonstrado um menor índice de recidiva quando a barra foi removida próxima ou depois de encerrado o período de crescimento ósseo, ouseja, depois dos 18 ou 19 anos de idade.

Técnica Operatória Convencional: Esternocondroplastia

Resume-se na ressecção das cartilagens deformadas e com osteotomias (fraturas) transversas do osso esterno corrigido na posição mais anterior possível com fios de aço. Neste tempo cirúrgico, pode-se a inter por uma tela de Marlex (polipropileno) abaixo do esterno, ou barras retro esternais denominadas de Stratos. Ambos mantêm o esterno em sua nova e corrigida posição.
 

Tempo Cirúrgico Esternocondroplastia

 
Barras retroesternais Stratos

Técnica operatória minimamente invasiva: Nuss.

Através a videotoracoscopia uma barra metálica curva (moldada de acordo com a deformidade de cada paciente) é inserida da parede torácica lateral direita para a esquerda e fixada em posição retro esternal no ponto de maior deformidade. Após sua introdução, sofre uma rotação de 180º para que a curvatura da barra e a da parede torácica anterior seja coincidente.
 
Estabilizadores metálicos subcutâneos nas extremidades da barra a mantêm em posição correta até sua retirada, que em geral se da após 36 meses (3anos).
 
 
Rx Tórax no 1º Pós-operatório com a barra
 
 
Pré-opertório: cirurgia de Nuss
 
 
14º Pós-operatório: cirurgia de Nuss
 

Esta técnica minimamente invasiva foi desenvolvida pelo Dr. Nuss baseada no princípio da maleabilidade da parede torácica das crianças.

Atualmente, mesmo em adultos jovens ou idosos esta possibilidade ainda existe e tem sua indicação precisa, com excelente resultado estético e funcional. 

As outras principais vantagens desta técnica sobre a convencional são: menor trauma cirúrgico sobre as estruturas da parede torácica anterior, menor tempo cirúrgico, mínima perda sanguínea e um melhor resultado estético.

Pectus Carinatum:

Técnica Operatória Convencional: Esternocondroplastia

São as mesmas etapas descritas para o Pectus Excavatum, más não são utilizados os suportes para o osso esterno como a tela de Marlexou as barras retroesternais denominadas Strato.

 

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