Para quem está em busca de informações sobre doenças pulmonares, derrame pleural é um tópico que merece atenção.

A doença se caracteriza pela presença de água na pleura, uma membrana transparente e bem fina, formada por duas camadas, e que reveste o interior da parede torácica e os pulmões.

O acúmulo de líquido ocorre no espaço entre a pleura visceral e a pleura parietal, e pode causar uma série de complicações. 

É importante que esta condição não seja confundida com o que chamamos de “água no pulmão”, já que, neste caso, o acúmulo de líquido acontece dentro do pulmão propriamente, e não entre as pleuras.

Derrame pleural é grave?

A gravidade do derrame pleural vai depender do tipo de classificação que recebe e da doença que o causou. O derrame pleural pode ser diferenciado pelo tipo de substância e pela composição química. 

Quando o diagnóstico é do tipo transudato, mais líquido e claro, é indicativo de que não há presença de uma lesão no espaço pleural ou de células inflamatórias. O tratamento deste tipo de caso é mais simples.

Já no caso de a composição ser do tipo exsudato, rica em proteínas, o quadro é um pouco mais complicado. Isto porque, nesta situação, a substância é mais opaca e viscosa, indicando a presença de células em decomposição e aumento da permeabilidade dos vasos.

Existem alguns tipos diferentes de líquidos que podem ser encontrados em um derrame pleural, e cada um indica problemas diferentes. A presença de líquido linfático normalmente indica a presença da obstrução ou lesão de um vaso linfático do pulmão.

Encontrar pus indica que o paciente provavelmente tem uma infecção na região. Já a presença de sangue geralmente é resultado de uma lesão na área do tórax. 

Quem já teve derrame pleural pode ter de novo?

O derrame pleural não é bem uma doença, mas uma consequência de uma enfermidade. Então, é possível que uma pessoa tenha o quadro mais de uma vez.

É importante destacar que apenas drenar o líquido acumulado, procedimento paliativo, não é suficiente para impedir que o problema aconteça de novo. É preciso que a questão causadora do derrame pleural seja devidamente tratada.

É perigoso água na pleura?

Derrame Pleural: entenda o quadro
A pleura é uma membrana fina e transparente que reveste o interior da parede torácica e os pulmões. O derrame pleural se caracteriza pela identificação de líquido nesta região.

A água na pleura em si, não é perigosa no sentido de levar alguém a óbito. Inclusive, é muito incomum que o derrame pleural seja a causa da morte de uma pessoa. O risco, neste caso, está mais relacionado à enfermidade que resultou no acúmulo de líquido.

Como é feita a cirurgia de derrame pleural?

A cirurgia de derrame pleural é feita por meio de uma videopleuroscopia, procedimento cirúrgico minimamente invasivo.

Outras formas de se realizar a drenagem do líquido da região entre as pleuras consiste no uso de uma agulha ou na colocação de um dreno na cavidade pleural para escoar a substância. 

Também é importante que o tratamento esteja associado às medidas necessárias para remediar a doença que causou o derrame pleural. 

Quais são os sintomas de quem tem água no pulmão?

Os sintomas de quem tem água no pulmão variam muito. Nos casos mais comuns, é possível que o paciente apresente falta de ar, acordado e durante o sono; dor para respirar, principalmente ao respirar fundo, e sensação de cansaço ao fazer algum esforço. 

Nos quadros em que a situação atinge um nível severo, é possível que ocorra uma elevação entre as costelas do paciente, como se algo estivesse empurrando a pele de dentro para fora.

Radiografia Derrame Pleural
Radiografia do tórax de um paciente com água acumulada entre das duas camadas da pleura.

Outros sintomas, como, por exemplo, dores no corpo e febre, também podem se manifestar, mas normalmente associados à doença que causou o derrame.

Quanto tempo vive uma pessoa com derrame pleural

Como dito anteriormente, é incomum que a presença de água na pleura seja a causa do óbito de alguém, a não ser que estejamos falando de um caso neoplásico. Nesta situação, para saber quanto tempo vive uma pessoa com derrame pleural, é preciso analisar o quadro.

O derrame pleural neoplásico, também conhecido como derrame pleural maligno, está ligado à presença de um tumor comprometendo as pleuras (habitualmente metastático).  

Quando é necessário drenar o derrame pleural?

Para saber quando é necessário drenar o derrame pleural é preciso analisar o quadro do paciente. Em grande parte dos casos de derrames pleurais do tipo exsudato, no qual o líquido pode estar espesso, a drenagem é recomendada. 

Caso a quantidade do líquido encontrado seja muito pouca, outros tipos de tratamento podem ser sugeridos. Converse sempre com um especialista (pneumologista e/ou cirurgião torácico) antes de seguir com um tratamento.

Como é a dor do derrame pleural

A dor do derrame pleural pode ser moderada ou intensa A pessoa pode sentir dor de forma contínua ou apenas quando ela tossir ou respirar profundamente. Na maioria dos casos, a sensação acontece exatamente sobre o local da inflamação que gerou o derrame. 

A dor também pode ser sentida na região superior do abdômen e nos ombros e pescoço, o que é chamado dor referida, quando se sente dor em outras regiões além daquela que apresenta o problema.

Tratamentos para derrame pleural

Basicamente tratar a doença de base, ou seja, aquela que causou o acúmulo desse líquido entra as pleuras.

Abordagens no derrame pleural precisam ser aplicados quando o derrame gera sintomas e/ou quando precisa se colher uma amostra desse líquido para iniciar uma investigação da causa.

A execução pode acontecer por meio da punção e inserção de um fino cateter entre as costelas para aspirar  e colher líquido. Normalmente esse procedimento é realizado à beira leito e sob anestesia loco-regional.

Em algumas situações, pode ser preciso que um dreno torácico, que tem formato de tubo, seja colocado, de modo que a drenagem seja realizada de maneira contínua durante a condução de exames e outros procedimentos. Normalmente também realizado à beira leito, com anestesia-local, podendo ou não associar uma sedação leve.

Em situações mais específicas, indica-se a Videopleuroscopia, onde sob anestesia-geral, se passa uma câmera, com outros instrumendos cirúrgicos, para colher o liquido e realizar uma biópsia da pleural parietal, com intuito de tentar descobrir qual a causa do acúmulo de liquido. O paciente no final do procedimento cirúrgico, sai com um dreno torácico.

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