Videotoracoscopia (VATS)

A videotoracoscopia (VATS) é uma técnica muito benéfica para indivíduos que sofrem de doenças pulmonares e em outras áreas da região torácica e chama a atenção da comunidade científica por sua eficácia na identificação e tratamento de diversas doenças.

Veja também: Cirurgia Torácica Robótica (RATS)

Videotoracoscopia (VATS)
Imagem: Videotoracoscopia (VATS).

Entenda como é feita a Videotoracoscopia (VATS)

A videotoracoscopia (VATS) é um procedimento minimamente invasivo realizado no tórax. Para fazer essa cirurgia, são realizadas pequenas incisões na região, inserindo a câmera por meio endoscópio para a visualização nítida das estruturas. As incisões podem ser feitas uniportal ou multiportal, dependendo da necessidade de cada caso.

Esse tipo de cirurgia veio para substituir as intervenções tradicionais, tendo modificado a praxe cirúrgica nos últimos anos. A medicina sempre se beneficia de práticas que conseguem evoluir no diagnóstico clínico enquanto trazem menos desconforto para os pacientes.

Por isso, a videotoracoscopia é uma abordagem revolucionária. Ela é capaz de trazer muitas vantagens no processo de recuperação e, além disso, servir para que o médico tenha uma visão clara do pulmão, pleura ou tumores na região do mediastino, sendo excelente para o diagnóstico e tratamento de diversas doenças.

Para quem é indicada a Videotoracoscopia (VATS)?

Justamente por ser considerada uma forma mais segura de operação que os procedimentos tradicionais, a videotoracoscopia (VATS) é indicada em muitos casos diferentes. Como esse procedimento é pouco invasivo e permite uma visualização precisa, tem sido um grande aliado em diagnósticos em estágios iniciais de doenças cancerígenas - permitindo que o tratamento seja feito no momento certo e de forma mais efetiva.

A videotoracoscopia (VATS) é utilizada para fazer a avaliação de derrames, lesões pulmonares e lesões pleurais. Nessas situações, os resultados são importantes principalmente para identificar casos em que os exames feitos inicialmente são considerados inconclusivos sobre a condição do paciente.

Além disso, comumente a cirurgia também é usada para a corrigir o pneumotórax primário espontâneo, fazer a ressecção em cunha ou a biópsia do parênquima pulmonar. A videotoracoscopia (VATS) também é indicada em casos de doenças como miastenia gravis.

Existem médicos que usam a técnica para fins terapêuticos, como para provocar aderência entre a pleura parietal e visceral. Isso faz com que o espaço não crie líquidos como soro, sangue, pus ou até mesmo ar - o que é extremamente prejudicial. Outra utilização é para os casos de hiperidrose nas mãos, em que o procedimento realiza a simpatectomia torácica.

Alguns especialistas também recomendam o procedimento para reduzir o volume pulmonar no enfisema e fazer a pneumectomia. Em casos mais raros, esse procedimento também é indicado para fazer a determinação e identificar a localização de câncer no esôfago, reparar as lesões traumáticas na região do pulmão, diafragma ou pleura e realizar a excisão de massas mediastinais benignas.

Exatamente por ser uma técnica moderna e com ótima aceitação no corpo, há poucas contraindicações. A principal delas é já ter feito uma pleurodese anteriormente, mas alguns médicos também consideram que pessoas com insuficiência respiratória aguda ou problemas cardíacos não devem se submeter a essa cirurgia.

Quais os benefícios da Videotoracoscopia (VATS)?

A videotoracoscopia (VATS) oferece diversos benefícios. Essa técnica é capaz de minimizar o trauma que é causado em cirurgias mais agressivas, fazendo com que a recuperação dos pacientes seja menos dolorosa, sem que tenha prejuízo no resultado da operação. A técnica também é mais rápida e deixa cicatrizes mais discretas no corpo do indivíduo operado.

Ademais, esse sistema é bastante preciso e permite que os médicos identifiquem com mais clareza as alterações apresentadas. Nos casos de tumores, por exemplo, faz toda a diferença conseguir visualizar o tamanho e a localidade exata.

Por esses motivos, as cirurgias vídeo assistidas já são realizadas nos hospitais mais prestigiados do mundo de forma rotineira. Com o sucesso dessa técnica, também já se discutem mais formas de utilizar a cirurgia.

Como recorrer aos procedimentos de Videotoracoscopia (VATS)?

Os indivíduos que vão recorrer a esse procedimento devem ter a situação clínica avaliada primeiramente por um médico da área, que vai saber indicar a melhor técnica para cada caso. Durante esse momento, são feitos exames clínicos, físicos e uma ecografia torácica.

Caso a videotoracoscopia (VATS) seja mesmo indicada, o médico instrui o paciente nos cuidados que devem ser tomados antes da cirurgia. O procedimento é feito com uma anestesia local que deixa o paciente acordado durante o procedimento, mas sem que sinta dores. Todo o procedimento dura cerca de uma hora, e conta com um médico e uma enfermeira acompanhando.

O processo cirúrgico começa com a aferição de todos os sinais vitais e colocando o balão de oxigênio. O médico deixa o paciente deitado de lado, com um de seus braços levantado e apoiado em um suporte médico, enquanto a parede torácica é desinfectada. Neste momento, a incisão é feita debaixo do braço, onde está localizada a parede torácica, e o torascoscópio é introduzido.

Com essa ferramenta, o médico consegue examinar os pulmões e a pleura de forma clara, podendo já neste momento, se for necessário, realizar medidas terapêuticas na região. Para finalizar a intervenção, os instrumentos são removidos e a incisão é drenada para evitar complicações.

Essa cirurgia geralmente tem um pós-operatório curto e sem dores. O paciente deve ficar descansando durante, no máximo, uma semana, podendo ser liberado com até 3 dias após a operação. Geralmente, não é preciso tomar remédios para dor ou antiinflamatórios.

Videotoracoscopia (VATS) e ressecção pulmonar

A videotoracoscopia (VATS) é muito recomendada para realizar a ressecção pulmonar, que pode ajudar no tratamento de indivíduos com câncer no pulmão. Essa é uma opção de tratamento que oferece melhores chances de cura da doença.

Além dos benefícios citados anteriormente, para esses casos é possível perceber que há menor índice de complicações ventilatórias e de impacto sobre o sistema imunológico, fatores que são muito importantes na recuperação de indivíduos com câncer. Também há menor liberação de mediadores inflamatórios e menor período de internação.

Infelizmente, em muitos hospitais brasileiros essa opção ainda não é amplamente divulgada e oferecida, apesar de oferecer índices de recuperação muito bons. Se você quiser saber mais sobre a técnica e encontrar profissionais capacitados para realizar o procedimento, conheça a equipe da Cirurgia Torácica do Vale.

Veja também: Pneumotórax espontâneo primário: drenar ou observar?

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